Festival das Cores


Sábado (01/06) tivemos aqui em Brasília o Festival das Cores, evento que uni música indie, eletrônica e muito pó colorido. O festival é uma releitura da celebração Holi que acontece na Índia e é reproduzido no mundo inteiro.

O evento foi aberto e diurno, o que deu um ótimo efeito com as cores em pó. O festival foi conduzido por ótimos Dj's de indie-Rock de Brasília e do Brasil.


Na minha opinião, o evento foi ótimo, cumpriu mais do que prometeu e não deixou a desejar. Começando pelo local, Minas Tênis Clube, muito conhecido por aqui, foi perfeito para o evento. Aberto, fácil de chegar, estacionamento amplo. O tamanho do espaço reservado foi mais do que suficiente e acredito não ter pecado na segurança.


O pó foi prometido até as cinco, mas eles distribuíram mais do que disseram, o que garantiu mais rodada de cores, o que foi ótimo, pois merecia uma segunda vez. E as cores eram lindas, pintaram pra valer (rezando pelo meu casaco) e eram bem vivas, deram um ótimo visual. Num certo momento, sem querer aspirei o pó (eita) e, como diria vovó, ai se pega no olho... Pois pegou! Mas, como disseram, não ardeu nem deu nenhum problema. Muito bem pensado e-e


Não fiquei até o fim, mas o tempo que fiquei (que foi longo) eu não vi nenhuma briga, só pessoas se divertindo, cada uma do seu jeito, super de boa. Eu que sou pequena e sempre me dou mal em lugares com muita gente não me machuquei, o que sempre acontece. Só no momento que as bolas começaram a voar que eu achei que seria acertada, mas quando fui percebi que a bola era tão frágil que era mais fácil eu furar ela com a unha do que me machucar.


Para não dizer que tudo foi perfeito, teve o preço (que eu vacilei e acabei pagando segundo lote) e o fato de não ter o que comer, só vendia bebida e eu tive que ir embora antes do fim para comer alguma coisa no shopping, mas ok, ninguém prometeu comida mesmo (haha). Mas foi realmente algo agradável, a organização está de parabéns e eu espero por mais eventos assim aqui em Brasília.

Comprei: Mochileiro, Snicket, DeS, Natura Faces e TPR

Fim de mês é sempre uma época de recursos limitados, mas esse mês rendeu um pouco e deu para fazer umas comprinhas de última hora.


Primeiro, finalmente me rendi a tantos "como você ainda não leu O Guia do Mochileiro das Galaxias? É uma obra de arte!" e acabei comprando pra ver se é realmente tão incrível.
Já comecei a ler e estou gostando, mas ainda não fui muito longe na história. Não me sinto no direito de fazer uma resenha sobre um Best Sellers mas com certeza vou comentar se gostei ou não quando eu terminar de ler.


A véspera de feriado foi totalmente Lemony Snicket, que eu já disse antes ser meu autor favorito. Comprei a minha tão desejada "Autobiografia Não Autorizada", livro que eu estou louquinha para ler logo (a muito tempo) mas não gosto de ler dois livros ao mesmo tempo, gosto de desfrutar cada história de uma vez. (E preciso fazer uma limpeza de Snicket da minha mente antes de entrar na história de novo com as novas informações que peguei em "Quem poderia ser a uma hora dessas"). Esse com certeza vai ganhar resenha depois.


Também comprei "Desventuras em Série volume 12 - O Penúltimo Perigo" que, apesar de já ter lido, é para a minha tão sonhada coleção (da qual eu não posso comprar o box de uma vez só porque é caro e como o preço de todos os livros somados da o mesmo do box, sem contar o frete que cobrariam, saio no lucro comprando de pouco quando posso). Esse é apenas o segundo livro que eu tenho, eu já tinha o  "Desventuras em Série volume 13 - O Fim". Estou começando a minha coleção de trás pra frente por ser a ordem de favoritos, gosto mais do final da história do que do começo, e também não pretendo ler toda a série de novo por agora.


Saindo do quesito livros (que vocês podem acompanhar o andamento das leituras pelo meu Skoob) parti um pouquinho para maquiagens e ganhei (sim, esse não foi compra, minha mãe que me deu) um batom vermelho da Natura Faces e vou aproveitar para fazer um pequeno review. Gostei dele, apesar de não ser muito cremoso, fixa bem. Ele não é tão vermelho quanto aparenta ser, mas uso ele com um Geleia de Morango - Water Shine da Colorama e fica perfeito.
Prós: Durabilidade e uma cor que pode ser usado com um look leve ou mais rock.
Contras: Resseca um pouco, acumulando nos cantinhos, e não é tão vermelho quanto aparenta.



E, por último, também é um presente. Um dos mais esperados finalmente chegoooooooooooou *anjos cantando*. Meu Hit Me Like a Man EP do The Pretty Reckless que meu namorado comprou pra mim a séculos finalmente chegou hoje, fiquei encantada por ser da minha banda favorita, yes!



Fim de mês lucrativo, não? Alegria aqui não falta :)

Resenha: Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas? - Lemony Snicket


Hoje eu terminei de ler o livro "Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas?" do Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler) e, antes de mais nada, queria dizer que sou apaixonada por Desventuras em Série e sou totalmente suspeita para falar sobre qualquer outra obra de Snicket. Não serei capaz de ser neutra quanto a essa nova série, assim que li a sinopse, eu sabia que o livro não iria decepcionar e assim foi. Então o que vocês lerão abaixo será uma resenha pelo ponto de vista de uma leitora apaixonada pelo autor.

Simplesmente adorei esse primeiro livro da série Só Perguntas Erradas. Snicket trouxe o mistério que já somos acostumados da história dos irmãos Baudelaire e aquele jeito de narrar, explicar palavras e deixar um ar misterioso que desde Desventuras em Série já nos encanta. Não é necessário ler os livros de DeS para entender esse, apesar de que talvez alguns segredos que assombravam os órfãos Baudelaire possam ser revelados nessa nova série.  

Cuidado, esse post contém spoiler.

A história em si é ótima, trata-se do treinamento de Snicket antes (ou não) de se tornar voluntário. Sua primeira missão já é cercada de mistérios, pessoas de caráter duvidoso, estatuas de formatos esquisitos e, claro, só perguntas erradas.

Tudo começa na Casa de Chá e Papelaria Cicuta, onde Snicket está sentado com seus pais observando o seu chá. Na verdade, aqueles não eram seus pais, e sim tutores de uma organização misteriosa que queriam impedir Snicket de escolher como sua tutora S. Theodora Markson, (nem pergunte o que o "S" quer dizer) a última do ranking de 52 tutores da organização, sendo considerada péssima. O chá, na verdade, estava infectado com Láudano, um sonífero que o faria apagar nas primeiras goladas, impedindo que ele se encontrasse com Theodora. Snicket escolheu a pior tutora propositalmente para que, durante seu aprendizado, pudesse ter tempo livre o suficiente para se dedicar a outra missão com uma aliada que ficou na cidade.

O plano dos falsos pais de Snicket falha e ele consegue fugir pela janela do banheiro para se encontrar com Theodora. Eles partem para uma misteriosa cidade beira mar que não está mais a beira mar, visto que toda a água que estava ali desapareceu e restaram apenas algumas maquinas de drenar tinta de polvos e uma cidade quase abandonada. O objetivo da viagem seria um pedido de ajuda de uma moradora que acusa seus vizinhos de roubarem um objeto valioso, a estatueta da Fera Ressonante que, na verdade, nunca tinha sido roubada.

No desenrolar da história, conhecemos personagens que nos encantam, e outros que nos deixam com um pé atrás. Temos o prazer de acompanhar um código, forma clássica de comunicação entre voluntários, no momento em que Snicket percebe que pode se comunicar com sua aliada através de pedidos de livros para a biblioteca da cidade. Conhecemos personagens que, mesmo traindo nossa confiança, ainda assim adoramos. E temos um vilão imitador de vozes chamado Tiro Furado. E toda a história é contada com aquele jeito cômico e sarcástico de Snicket.

- Até logo, Snicket - disse Hector. - Cuide-se. E, por favor, diga ao seu substituto na cidade que eles terão que pegar o caminho mais longo, que contorna o museu. Se eles entrarem no cano errado, vão acabar morrendo afogados.
- Não existe um substituto - eu disse.
- Então você vai esgueirar-se para fora desse vilarejo e juntar-se a ela?
- Estou preso aqui em Manchado-pelo-mar por enquanto - disse, sacudindo a cabeça.
- Você não pode deixá-la fazer isso sozinha - disse Hector mais alto do que pretendia, com os olhos esbugalhados. Próspero Perdido ficou nos olhando com curiosidade e saiu de trás do seu balcão.
- Que escolha eu tenho? - sussurrei para Hector.
- Ela não é apenas sua aliada, Snicket - ele sussurrou de volta, recolocando seu chapéu. - Ela é sua irmã.
- Sei disso - eu falei duramente, mas ele fechou a cara, balançou a cabeça e saiu pela porta.

E agora saberemos cada vez mais sobre a história dos irmãos Snicket. Lemony não decepcionou nessa obra, manteve o ritmo misterioso que nos encantou desde O Mal Começo e agora deixa mais mistérios no final, como não podia deixar de ser. Mal posso esperar para ler o próximo livro da série Só Perguntas Erradas.

Nas entrelinhas dos meus pensamentos escrevi seu nome

Depois de cada verso escrito ao vento, de cada memória calorosamente guardada, de cada segredo adormecido no coração, de cada sorriso que nasceu pelo mesmo motivo, vem a vontade de caminhar tudo de novo, viver tudo de novo. E junto com o medo, com a incerteza, insegurança, erros, acertos, vem a certeza de que nada foi, nada será, como dizem, em vão. Quando se dá a mão a alguém, quase sempre é possível descobrir coisas que nunca seriam vistas por um único par de olhos. Coisas como caminhar sem se preocupar onde vai chegar, e sim com a estrada, como o inverno pode ser quente e como cada palavra pesada pode soar como poesia.

Algum dia, na vida, a gente percebe que só se leva aquilo que se conquistou lentamente, da forma mais pura e correta. Até porque, que graça teria levar consigo o que veio fácil, que apenas foi mais um desejo que se realizou, sem batalha, vitória e o sorriso que soa como ponto final de comemoração em uma difícil conquista? Na maior das dificuldades, na mais longa caminhada, talvez não importe o destinho que se quer chegar, e sim o caminho que foi seguido. É ai que fica tudo claro: valeu a pena cada passo, cada erro e tropeço, pois esse caminho foi feito segurando a mão de alguém. Daquele alguém.

No fim de cada estrada existe uma velha cabana. Dizem que nela é possível encontrar uma lareira para se esquentar no inverno, uma dispensa cheia para superar a estação e uma cama bem pequena, porém mais do que suficiente. Dizem que a chave para essa cabana está no telhado e você tem que subir para poder entrar. Se você tentar subir em algo, a chave simplesmente não será encontrada, não importa o quanto você procure, e se você optar por ficar do lado de fora, quando o inverno chegar, você morrerá deitado na neve, com frio e sozinho. A única forma de pega essa chave é com a ajuda de alguém. Alguém que você encontrou na estrada, que está disposto a te ajudar e a enfrentar o mais terrível frio com você caso não haja sucesso. E se a pessoa que você escolheu na sua estrada for a pessoa certa, a chave estará lá e a cabana será a mais quente e doce de toda a região. E quando o inverno finalmente acabar, vocês desejarão que caia mais neve, assim terão um motivo para sentar próximos a lareira com uma xícara de café e passar horas perdidos em conversas e risadas, para depois deitarem na pequena cama apertados pelo pouco espaço e pelo frio. E no fim, o inverno não parecerá tão frio, será doce.

Inevitavelmente, passarão pelas nossas vidas a maior sorte de pessoas que se pode imaginar. Algumas chegarão de mansinho, deixam uma breve luz e partirão. Outras nos farão pensar o por quê elas passaram por nós se não tinham nada para mostrar. Algumas te marcarão para sempre e você sempre lembrará de suas histórias, carregando cada memória tão viva que chegará a nos aquecer a alma. Outras estarão lá por toda a caminhada e te lembrarão das histórias ao pé do ouvido quando sua mente cansada já não puder mais lembrar de tudo.

Então não temas a estrada de sua vida. Pode parecer longa e fria, mas nunca será solitária. E enquanto você lutar e persistir, esse lugar ao lado da lareira será de quem você desejar. E se o caminho tiver muitas curvas ou buracos, saiba que você poderá sempre segurar na mão desse alguém e enfrentar qualquer que seja o desafio. E quando você tiver certeza de que esse calor criado a dois durará até o fim do inverno, o sol voltará a brilhar e essa caminhada nunca mais será dura.

Logo nos acende a luz da certeza. A certeza de que todos os erros foram necessários, todos os medos foram superados e todas as conquistas foram importantes. E a maior das certezas, se não estivéssemos juntos, nunca teríamos chegado nem mesmo até a metade desse caminho. Que, lado a lado, somos capazes de superar o amargo da decepção, o tremor dos infortúnios e o frio do fracasso. E cada uma dessas palavras soará como letras de uma canção quando faladas entre as risadas que escapam pela chaminé da lareira, de dentro da cabana.