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• Cartas de Amor aos Mortos • Ava Dellaira


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• Cartas de Amor aos Mortos • Ava Dellaira, Editora Seguinte

“Você cantava sobre o medo, a raiva e todos os sentimentos que as pessoas escondem. Até eu. Mas sei que você não queria ser nosso herói. Não seria ser um ídolo. Só queria ser você mesmo. Só queria que escutássemos sua música.”

Após perder sua irmã, a vida de Laurel desmorona. Seu pai se tornou um homem introspectivo, sua mãe foi embora para tentar superar a dor e sua tia apegada à religião faz ela questionar se sua irmã May foi “salva”. Com o início do ensino médio, Laurel se vê sozinha, sem saber como lidar com a morte da pessoa que ela mais admirava. Até que uma simples lição de casa, escrever uma carta para alguém que já morreu, se torna a forma que Laurel encontra de externar a sua dor.

Eu não pensei que eu fosse gostar tanto desse livro. Quando comecei a leitura, achei que seria algo bem mais bobinho e confesso que achei o romance meio fraco. Mas com o desenvolvimento do livro eu mudei de opinião, o drama da Laurel ficou mais maduro e no final foram tratados vários assuntos delicados que eu não pensei que fossem explorar. Mas minhas partes favoritas foram as histórias das celebridades, o modo como ela conta um pouco sobre a vida deles e usa essas histórias para fazer um paralelo com os acontecimentos do seu dia a dia. Teve uma carta para o Kurt Cobain e uma para o River Phoenix que me deixaram abalada. Se eu chorei? Vocês nunca saberão 😂 

A leitura foi rápida, a narrativa bem dinâmica, principalmente por ser nesse formato de cartas, e no final eu já estava torcendo muito pra Laurel conseguir superar tudo e até estava shippando ela com o Sky. Também gostei muito dos personagens secundários, eles tem profundidade e histórias próprias, não gira tudo em torno da protagonista e isso pra mim é um ponto positivo. Com certeza é uma leitura que indico, e se você já leu me conta lá no Instagram o que você achou.

A Princesa e a Bruxa • Amanda Lovelace

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O que dizer sobre os livros da Amanda Lovelace? Eu não sabia o que ia encontrar quando comecei o primeiro livro, “A Princesa salva a si mesma neste livro”, eu estava com altas expectativas e todas foram superadas.

As poesias de Amanda são fortes, modernos e verdadeiros, e me prendeu de forma que eu não imaginava. A dose se repetiu no “A Bruxa não vai para a fogueira neste livro”, onde os poemas são menos pessoais e mais voltados à realidade da mulher na sociedade, desde os tempos antigos até hoje em dia, reforçando que temos muito o que mudar no mundo, mas que o pensamento das mulheres está mudando, e nós estamos “acordando”.

Se você gosta de poesia e empandeiramento, os livros da Amanda Lovelace são leituras obrigatórias. Inclusive vou postar em breve alguns dos poemas dos dois livros para vocês terem uma amostra, com certeza vão se apaixonar tanto quanto eu.

Lançamento do livro De Volta aos Sonhos da Bruna Vieira


Nos dias 12 e 13 de setembro, foi realizado aqui em Brasília os eventos de lançamento do livro "De Volta aos Sonhos" da Bruna Vieira, dona do blog Depois dos Quinze. Eu não pude ir no dia 12 por ser na sexta feira e eu estar no trabalho, mas no sábado eu apareci bem cedinho lá na Livraria Leitura do Terraço Shopping para comprar o livro e pegar minha senha.

Resenha: De Volta Aos Quinze - Bruna Vieira


Título: De Volta Aos Quinze
Autora: Bruna Vieira
Editora: Gutenberg
Páginas: 224

Quem conhece a agora autora Bruna Vieira já deve ter ouvido falar de seu primeiro livro que leva o nome do seu blog, o Depois dos Quinze. Se você já leu e gostou do primeiro livro dela, provavelmente vai gostar do novo romance, De Volta aos Quinze, o primeiro da trilogia Meu Primeiro Blog. O novo livro da Bruna Vieira, um romance infanto juvenil, tem uma leitura leve e gostosa, no maior estilo chick-lit e teen, ideal para quem quer um livro pra se distrair. Não é um livro adulto, visto que a própria Bruna ainda não teve tempo para amadurecer como escritora, mas é uma leitura deliciosa e que nos prende do inicio ao fim (devorei o livro em poucos dias).


Anita é uma mulher de 30 anos que tem uma vida desanimadora, do jeito que ela nunca imaginou que estaria. Ela sente que só fez escolhas erradas e que, além de não estar feliz, só decepcionou todos que acreditaram nela. Depois de uma situação de grande stress, ela encontra o seu primeiro blog, escrito quando ela só tinha 15 anos, apenas com um post. Quando termina de ler o que havia escrito a tantos anos, sua vida muda completamente e ela se vê no passado, presa em seu corpo adolescente e tendo que enfrentar seus medos juvenis novamente. Anita passa a viver situações entre o passado e o presente, porém cada ação sua é capaz de mudar toda a sua vida. Agora, além de lidar com seus problemas do dia a dia, ela tem que descobrir como agir em relação ao que mudou, sendo que não só sua vida é afetada pelas intervenções no passado.


Nossa protagonista tem características muito familiares. É do interior de Minas Gerais, se mudou para São Paulo, mora sozinha com sua gatinha preta e tinha vários complexos na época do Ensino Médio. Podemos perceber que ela herdou muito de sua criadora, sem contar nas inúmeras referências a músicas, filmes entre outros, que são a cara da autora. Pequenos pedaços da própria Bruna Vieira estão marcados em Anita, uma mulher de 30 anos com uma mentalidade muito inferior ao que lhe condiz. Sua postura e atitudes não são de uma adulta, e sim de uma menina de 15 anos tanto no passado quanto no presente. Sem nos dizer muitos detalhes de como ela era fisicamente e falar mais sobre a sua vida, acaba parecendo que a Bruna e a Anita são uma só.


Apesar disso, é um livro fofo e nos proporciona uma leitura boa e divertida, deixando um gostinho de quero mais. O bom é que teremos mais! Muitas viagens no tempo, amizades balançadas e relações familiares complicadas ainda estão por vir nos próximos dois livros. Agora é esperar para descobrir o que o futuro (e o passado) reservam para Anita.



DIY - Marcador de Páginas de Pompom

Acho que não é segredo que eu adoro ler. Mas outra coisa que eu também adoro é fazer coisinhas a mão, seja de decoração como as úteis. Gosto de customizar roupas, decorar o quarto, fazer lembrancinhas pros amigos, entre outros. Por isso, sempre que possível, vou postar algum DIY (Do It Yourself) aqui para dividir isso com vocês.
Esses dias eu vi uma imagem ensinando a fazer um marcador de páginas de lã, mas esqueci de salvá-la e não encontrei mais. Então estava lendo um livro realmente pequeno (O Mágico de Oz, a coisa mais linda do mundo, recomendo) e usando um marcador do tamanho dele, e quando terminei e troquei para outro livro bem maior (Por Isso a Gente Acabou do Daniel Handler, o verdadeiro Lemony Snicket. Acho que não preciso dizer mais nada ) lembrei desse marcador pomposo e tentei fazer com o que eu me recordava da imagem. E deu certo!
Então aqui vai o passo a passo da minha alegria para vocês fazerem também. No fim encontrei as imagens no site gringo Design Mom que tem vários tutoriais legais que, com certeza, vou tentar e postar aqui para vocês, e dessa vez salvei as fotos e vou postar aqui pois não tive tempo de fotografar enquanto eu fazia e acabou a lã então não posso fazer outro por enquanto, mas pretendo ter de várias cores.


Você vai precisar de:

- Um rolinho de lã da cor de sua preferência (pode misturar cores)
- Tesoura
- Só isso mesmo

1. Separe um fio longo de lã e enrole-o nos dedos, pode usar um garfo se preferir um tamanho padrão mas geralmente três dedos são suficientes (Quanto mais dedos, maior o seu pompom). Dê 90 voltas com a lã. Se for misturar cores, dê menos voltas, 45 são suficientes.


2. Após enrolado, retire o pequeno rolinho que se formou dos dedos com cuidado para não desmanchar. Em seguida, use um pequeno pedaço da mesma lã e amarre o rolinho no meio. Aperte bem para o nó não aparecer e para não ter risco do pompom se desfazer.



3. Para fazer o fio do marcador que passa por dentro do livro, use outro pedaço da mesma lã e amarre no nó. Como eu amarrei o rolinho com um fio longo, sobrou em ambos os lados, então eu só amarrei mais um pedacinho e fiz uma trança, depois cortei mais um pedacinho minimo de lã e amarrei a ponta da trança para prender. A trança foi meio sem querer mas ficou bem legal.


4. Com a tesoura, corte todas as dobras da lã para abrir o rolinho. Certifique-se de cortar todas e cuidado com o fio que prende o pompom no meio.


5. Para concluir, corte ao redor do pompom para acertar os fios, tente deixá-lo o mais redondo possível e vá dando umas balançadinhas com o dedo para afofar ele.


E pronto, já pode usar o seu marcador/pompom/rolinho/fofura nos seus livros. Esse abaixo é o meu, não ficou tão gordinho porque eu não tinha muita lã e eu também não cortei direito antes da foto, depois eu dei uma aparadinha, ele encurtou um pouco, mas ficou bem mais cheio. Espero que o tutorial ajude vocês e, quem fizer, me mande fotos do resultado final. Boa leitura.


Comprei: Mochileiro, Snicket, DeS, Natura Faces e TPR

Fim de mês é sempre uma época de recursos limitados, mas esse mês rendeu um pouco e deu para fazer umas comprinhas de última hora.


Primeiro, finalmente me rendi a tantos "como você ainda não leu O Guia do Mochileiro das Galaxias? É uma obra de arte!" e acabei comprando pra ver se é realmente tão incrível.
Já comecei a ler e estou gostando, mas ainda não fui muito longe na história. Não me sinto no direito de fazer uma resenha sobre um Best Sellers mas com certeza vou comentar se gostei ou não quando eu terminar de ler.


A véspera de feriado foi totalmente Lemony Snicket, que eu já disse antes ser meu autor favorito. Comprei a minha tão desejada "Autobiografia Não Autorizada", livro que eu estou louquinha para ler logo (a muito tempo) mas não gosto de ler dois livros ao mesmo tempo, gosto de desfrutar cada história de uma vez. (E preciso fazer uma limpeza de Snicket da minha mente antes de entrar na história de novo com as novas informações que peguei em "Quem poderia ser a uma hora dessas"). Esse com certeza vai ganhar resenha depois.


Também comprei "Desventuras em Série volume 12 - O Penúltimo Perigo" que, apesar de já ter lido, é para a minha tão sonhada coleção (da qual eu não posso comprar o box de uma vez só porque é caro e como o preço de todos os livros somados da o mesmo do box, sem contar o frete que cobrariam, saio no lucro comprando de pouco quando posso). Esse é apenas o segundo livro que eu tenho, eu já tinha o  "Desventuras em Série volume 13 - O Fim". Estou começando a minha coleção de trás pra frente por ser a ordem de favoritos, gosto mais do final da história do que do começo, e também não pretendo ler toda a série de novo por agora.


Saindo do quesito livros (que vocês podem acompanhar o andamento das leituras pelo meu Skoob) parti um pouquinho para maquiagens e ganhei (sim, esse não foi compra, minha mãe que me deu) um batom vermelho da Natura Faces e vou aproveitar para fazer um pequeno review. Gostei dele, apesar de não ser muito cremoso, fixa bem. Ele não é tão vermelho quanto aparenta ser, mas uso ele com um Geleia de Morango - Water Shine da Colorama e fica perfeito.
Prós: Durabilidade e uma cor que pode ser usado com um look leve ou mais rock.
Contras: Resseca um pouco, acumulando nos cantinhos, e não é tão vermelho quanto aparenta.



E, por último, também é um presente. Um dos mais esperados finalmente chegoooooooooooou *anjos cantando*. Meu Hit Me Like a Man EP do The Pretty Reckless que meu namorado comprou pra mim a séculos finalmente chegou hoje, fiquei encantada por ser da minha banda favorita, yes!



Fim de mês lucrativo, não? Alegria aqui não falta :)

Resenha: Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas? - Lemony Snicket


Hoje eu terminei de ler o livro "Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas?" do Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler) e, antes de mais nada, queria dizer que sou apaixonada por Desventuras em Série e sou totalmente suspeita para falar sobre qualquer outra obra de Snicket. Não serei capaz de ser neutra quanto a essa nova série, assim que li a sinopse, eu sabia que o livro não iria decepcionar e assim foi. Então o que vocês lerão abaixo será uma resenha pelo ponto de vista de uma leitora apaixonada pelo autor.

Simplesmente adorei esse primeiro livro da série Só Perguntas Erradas. Snicket trouxe o mistério que já somos acostumados da história dos irmãos Baudelaire e aquele jeito de narrar, explicar palavras e deixar um ar misterioso que desde Desventuras em Série já nos encanta. Não é necessário ler os livros de DeS para entender esse, apesar de que talvez alguns segredos que assombravam os órfãos Baudelaire possam ser revelados nessa nova série.  

Cuidado, esse post contém spoiler.

A história em si é ótima, trata-se do treinamento de Snicket antes (ou não) de se tornar voluntário. Sua primeira missão já é cercada de mistérios, pessoas de caráter duvidoso, estatuas de formatos esquisitos e, claro, só perguntas erradas.

Tudo começa na Casa de Chá e Papelaria Cicuta, onde Snicket está sentado com seus pais observando o seu chá. Na verdade, aqueles não eram seus pais, e sim tutores de uma organização misteriosa que queriam impedir Snicket de escolher como sua tutora S. Theodora Markson, (nem pergunte o que o "S" quer dizer) a última do ranking de 52 tutores da organização, sendo considerada péssima. O chá, na verdade, estava infectado com Láudano, um sonífero que o faria apagar nas primeiras goladas, impedindo que ele se encontrasse com Theodora. Snicket escolheu a pior tutora propositalmente para que, durante seu aprendizado, pudesse ter tempo livre o suficiente para se dedicar a outra missão com uma aliada que ficou na cidade.

O plano dos falsos pais de Snicket falha e ele consegue fugir pela janela do banheiro para se encontrar com Theodora. Eles partem para uma misteriosa cidade beira mar que não está mais a beira mar, visto que toda a água que estava ali desapareceu e restaram apenas algumas maquinas de drenar tinta de polvos e uma cidade quase abandonada. O objetivo da viagem seria um pedido de ajuda de uma moradora que acusa seus vizinhos de roubarem um objeto valioso, a estatueta da Fera Ressonante que, na verdade, nunca tinha sido roubada.

No desenrolar da história, conhecemos personagens que nos encantam, e outros que nos deixam com um pé atrás. Temos o prazer de acompanhar um código, forma clássica de comunicação entre voluntários, no momento em que Snicket percebe que pode se comunicar com sua aliada através de pedidos de livros para a biblioteca da cidade. Conhecemos personagens que, mesmo traindo nossa confiança, ainda assim adoramos. E temos um vilão imitador de vozes chamado Tiro Furado. E toda a história é contada com aquele jeito cômico e sarcástico de Snicket.

- Até logo, Snicket - disse Hector. - Cuide-se. E, por favor, diga ao seu substituto na cidade que eles terão que pegar o caminho mais longo, que contorna o museu. Se eles entrarem no cano errado, vão acabar morrendo afogados.
- Não existe um substituto - eu disse.
- Então você vai esgueirar-se para fora desse vilarejo e juntar-se a ela?
- Estou preso aqui em Manchado-pelo-mar por enquanto - disse, sacudindo a cabeça.
- Você não pode deixá-la fazer isso sozinha - disse Hector mais alto do que pretendia, com os olhos esbugalhados. Próspero Perdido ficou nos olhando com curiosidade e saiu de trás do seu balcão.
- Que escolha eu tenho? - sussurrei para Hector.
- Ela não é apenas sua aliada, Snicket - ele sussurrou de volta, recolocando seu chapéu. - Ela é sua irmã.
- Sei disso - eu falei duramente, mas ele fechou a cara, balançou a cabeça e saiu pela porta.

E agora saberemos cada vez mais sobre a história dos irmãos Snicket. Lemony não decepcionou nessa obra, manteve o ritmo misterioso que nos encantou desde O Mal Começo e agora deixa mais mistérios no final, como não podia deixar de ser. Mal posso esperar para ler o próximo livro da série Só Perguntas Erradas.