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Eu Voltei!


Oiii gente! Quanto tempo que eu não passo por aqui, hein? Vocês já devem imaginar, sempre que eu sumo significa que eu não estava muito bem. Bom, em partes foi isso e outras não.

A última vez que apareci por aqui foi em fevereiro, eu estava numa situação em que eu não sabia se ia conseguir colar grau ou não, por pura complicação da faculdade. No fim das contas, colei grau naquele dia e sou uma pessoa formada! Eu pensei que quando a faculdade acabasse eu teria mais tempo pra me dedicar as minhas coisas, sem trabalhos, provas e dramas de TCC. Mas então conheci o poder do trabalho em período integral e acho que estou mais sem tempo do que quando estava na faculdade e estagiando. Mas não tenho do que reclamar, estou trabalhando na área e fazendo o que gosto, o noivado vai bem e estamos planejando tudo para o casamento (que já tem data marcada) e montando nossa casinha.

Quanto a doença e fobia, bom... Ela decidiu dar as caras esse ano de novo, não consegui me livrar. É sempre assim, quando a gente acha que acabou, o psicológico vem e nos dá uma rasteira. Mas dessa vez eu não surtei no meio da balada de novo haha. Eu acabei tendo pedra no rim, e se vocês querem saber, sugiro que bebam bastante água porque vocês não vão querer passar por essa dor. Tive outras doencinhas também e como nada é fácil como parece, sempre que teve a oportunidade a ansiedade aparecia pra complicar minha situação. Esse ano tive que tomar antibióticos duas vezes, uma pela pedra no rim, pois tive infecção no sangue (já falei pra beberem bastante água?) e outra por infecção intestinal. Essa segunda foi ainda esse mês e me derrubou totalmente. O antibiótico era muito forte e eu fiquei mal, não comia direito e meu cabelo caiu bastante. Mas já estou melhor da infecção e o resto a gente recupera aos pouquinhos.

Mas voltando ao blog, com tudo isso acabei ficando meio sem tempo de estar por aqui, sem contar que estou me dedicando a uma grande mudança no meu outro blog e, por isso, o queridinho ficou um pouco de lado. Mas agora eu estou com pc de novo (mas meu tablet morreu, ooooooh céus) e pretendo dedicar pelo menos um pouco do meu tempo livre para os blogs. Ainda quero dividir muitas experiencias e coisas novas com vocês, tenho uma boa lista de livros que ainda quero ler e resenhar, além de filmes, séries, álbuns etc. Então conteúdo teremos, só que, como sempre, não sei a frequência. Mas não desanimem, vocês já sabem que sempre dou uma sumida e volto com novo cabelo e novas histórias (quem me acompanha nas redes sociais viu que eu estou morena, adeus ruivinho).

Enfim, estou de volta e prometo não abandonar vocês de novo por quase um ano e aparecer somente pra prestar contas. Ainda amo esse bloguinho e adoro o retorno que isso dá de pessoas que muitas vezes nem conheço mas que compartilham comigo suas histórias. Continuem entrando em contato sempre que quiserem contando suas histórias e indicando conteúdo. Até o próximo post que será em breve, prometo.

Calma, já tá acabando...



Hoje é o dia da minha colação de grau, o dia do fim quase definitivo da faculdade. Eu queria dizer que estou feliz e ansiosa, mas não é bem assim. Estou tensa e só quero que tudo acabe logo, não posso dizer que tive as melhores experiências durante os meus quatro anos de faculdade, e as coisas não ficaram mais fácil agora que estou pra me formar, talvez estejam até piores e talvez seja por isso que eu tenha dado uma sumida. Quem diria que sair da faculdade fosse mais difícil do que entrar, mas não posso dizer que não estou feliz, só que está tudo tão corrido e complicado que eu nem consigo aproveitar o gostinho da felicidade.

Não me arrependo do meu curso, já estou até trabalhando na área e gosto muito do que faço, mas nesse caminho eu fiz más escolhas e, mesmo que nossos professores do ensino médio nos diga que vai ficar tudo bem com o que você escolher para a sua vida, más escolhas podem sim influenciar sua carreira, mas não quero assustar ninguém, só acho que devemos pensar bem nas nossas escolhas para o futuro, e talvez eu não tivesse tanta maturidade para escolher algo tão sério quando eu tinha dezessete anos. Sinto que deixei de aprender demais, ou melhor, estou aprendendo mais agora do que nos últimos quatro anos, mas não posso me queixar de tudo. Por vezes tive ótimos professores que me abriram os olhos não só para os estudos, mas para a vida. Aliás, o apoio de um educador pode valer mais do que você imagina durante a sua caminhada.

Agora faltam em torno de dez horas para a colação de grau da turma de Publicidade e Propaganda e até agora eu não tenho certeza se eu vou subir naquele palco e pegar o meu diploma hoje. Reflexo das más escolhas. Mas eu sei que, se for hoje, vou me sentir totalmente agradecida por tudo o que eu passei, mas profundamente aliviada por tudo ter acabado. Mas ok, se eu não conseguir hoje, eu conseguirei em agosto, até porque não tenho nenhuma pendencia na faculdade, também não tenho muito a quem impressionar subindo naquele palco apenas para simbolizar o fim.

Quando eu era mais nova eu imaginava todos os meus amigos soltando balões e confetes quando chamassem o meu nome, a gente imagina cada coisa quando é mais novo (queria ainda ser mais nova, o gosto da esperança vale a pena). Hoje eu sei que não vai ser bem assim, mas quem se importa estará lá, e sei que tem gente que não pode ir mas está torcendo para que tudo dê certo, e tem até gente lá dentro se esforçando para que eu esteja lá e que possa subir no palco com confiança.

Ok, chega de queixas, isso foi só um desabafo. Tive momentos únicos, conheci pessoas maravilhosas e gostei mais da minha fase da faculdade do que do ensino médio. Talvez sem os meus erros de trajeto eu não seria quem sou agora, não teria essa mentalidade. Quando tudo vem fácil demais, a gente não dá valor, não é mesmo? É, finalmente acabou, estou quase formada, sou uma publicitária que trabalha na área e logo estarão me entregando o tão sonhado diploma. No fim, a gente sabe que valeu a pena, e eu não me arrependo de nadinha... Mas ufa, ainda bem que acabou!

Você não tem mais idade!

Meu local de trabalho é a minha cara, e todos aqui sabem respeitar isso.

Sempre que vejo alguém propagar essa frase, eu me pergunto de onde as pessoas tiraram mais essa regrinha boba. Com assim, eu não tenho mais idade? Quem determinou isso e, principalmente, por que? Desde que eu comecei a entrar no "mundo dos adultos" onde estou me formando e me preparando pra casar, andei reparando bastante no quanto as pessoas gostam de dizer essas coisas.

Fantasma


Minha mente tem essa mania de trazer a tona os meus relacionamentos mal resolvidos em sonhos. Seja com uma ex melhor amiga, um ex namorado ou uma briga boba de anos, mas que eu nunca pedi desculpas. Eu tenho esse mal que é sempre lembrar dos meus sonhos, e é horrível sonhar com alguém que você perdeu o contato, não te responde mais ou que você é orgulhoso demais para ir atrás. Quando a gente sonha com um caso mal resolvido, é como se nossas lembranças mais bem guardadas saltassem do fundo do baú e gritassem "Ei, você não vai fazer nada?". O que eu poderia fazer?

Depois de tanto tempo, tantas histórias e lágrimas derramadas, é melhor não mexer numa ferida que demorou tanto pra cicatrizar, principalmente quando ambos os lados já estão vivendo uma nova vida.
Eu tenho medo de ser um fantasma na vida de alguém. Aquela assombração que, quando está tudo bem, aparece e diz "Eu estou aqui. Eu ainda me lembro". Grande parte do fim de alguma coisa é desapegar e deixar partir, portanto reaparecer só machuca mais.

Por outro lado, como ficam os meus fantasmas? Aqueles que aparecem a noite me lembrando de tudo o que eu deveria esquecer? Eu os ignoro e viro pro outro lado ou levanto e tento fazê-los encontrar "o caminho para a luz"? Eu não sei se os deixo descansar em paz, se eu poderia ou deveria fazer isso, até porque as lembranças de uma mágoa são para sempre.

Eu só sei que, depois de horas de "precisamos conversar" e "eu me lembro que...", tudo volta ao normal pela manhã, foi só um sonho. Aquela pessoa não está me procurando para conversar, as memórias voltaram para o baú, mas o sentimento de perda acorda. Eu nunca falo nada, guardo tudo lá no fundo e tento não pensar. Mas eu sei que eu diria algo se eu soubesse que esses fantasmas aparecem para aquela pessoa também.

Registre um sorriso


Não sei escrever sobre felicidade, quando estou feliz eu só sei sentir. A tristeza é exata, você sabe onde dói e porquê. A saudade sempre tem um nome. A felicidade é bem mais ampla, é incerta. Ela vem de vários lados e se um deles falhar, você pode não ficar mais tão feliz. Mas a tristeza só uma basta e é mais fácil colocar uma lágrima no papel do que um sorriso. Quando estou triste, eu sei ser vaga ou profunda, chorar ou sorrir, mentir ou me abrir. Sei colocar uma falsa expressão no rosto e disfarçar o brilho nos olhos, também sei organizar cada dor em palavras e numerá-las se precisar. Mas quanto eu to feliz eu só sei ser feliz.

Às vezes eu escrevo demais sobre as pessoas que me magoam. Sempre que alguém me marca de forma negativa, eu tomo páginas e mais páginas, desde perguntas que nunca terão uma resposta até a mais pura revolta. Isso é, de certa forma, algo ruim. Claro, é ótimo escrever para desabafar, mas com isso eu acabo esquecendo de escrever sobre as pessoas boas da minha vida. Eu vivo mais momentos felizes do que tristes, aí entra toda aquela história de não saber escrever sobre a felicidade. Mas, de fato, os bons sentimentos são os mais frequentes na minha vida. Eu solto mais gargalhadas do que derramo lágrimas, e não quero ser injusta com os responsáveis por isso.

Tenho pessoas maravilhosas ao meu lado e isso merece ficar registrado também. Incrível como, nos maus momentos, eu corro pra pegar uma caneta e um papel, mas os bons eu guardo pra mim como um tesouro. Realmente os bons momentos são preciosos e devem ficar bem guardados em um lugar especial e só nosso, mas eu também quero um dia encontrar meus velhos cadernos e relembrar aquele sorriso, um momento feliz com os amigos ou um romance a dois. E quero sorrir tudo de novo, talvez chorar de saudades e espero que isso me faça criar coragem para ligar para aquele velho amigo que eu não vejo a um tempo e marque uma saída ou um café. Ou, quem sabe, olhar para o lado e falar "lembra disso?". Não que eu queria viver do passado, mas as vezes é bom olhar pra trás e ver que não temos motivos para nos arrepender do que vivemos, principalmente se isso um dia nos fez sorrir.

Nas entrelinhas dos meus pensamentos escrevi seu nome

Depois de cada verso escrito ao vento, de cada memória calorosamente guardada, de cada segredo adormecido no coração, de cada sorriso que nasceu pelo mesmo motivo, vem a vontade de caminhar tudo de novo, viver tudo de novo. E junto com o medo, com a incerteza, insegurança, erros, acertos, vem a certeza de que nada foi, nada será, como dizem, em vão. Quando se dá a mão a alguém, quase sempre é possível descobrir coisas que nunca seriam vistas por um único par de olhos. Coisas como caminhar sem se preocupar onde vai chegar, e sim com a estrada, como o inverno pode ser quente e como cada palavra pesada pode soar como poesia.

Algum dia, na vida, a gente percebe que só se leva aquilo que se conquistou lentamente, da forma mais pura e correta. Até porque, que graça teria levar consigo o que veio fácil, que apenas foi mais um desejo que se realizou, sem batalha, vitória e o sorriso que soa como ponto final de comemoração em uma difícil conquista? Na maior das dificuldades, na mais longa caminhada, talvez não importe o destinho que se quer chegar, e sim o caminho que foi seguido. É ai que fica tudo claro: valeu a pena cada passo, cada erro e tropeço, pois esse caminho foi feito segurando a mão de alguém. Daquele alguém.

No fim de cada estrada existe uma velha cabana. Dizem que nela é possível encontrar uma lareira para se esquentar no inverno, uma dispensa cheia para superar a estação e uma cama bem pequena, porém mais do que suficiente. Dizem que a chave para essa cabana está no telhado e você tem que subir para poder entrar. Se você tentar subir em algo, a chave simplesmente não será encontrada, não importa o quanto você procure, e se você optar por ficar do lado de fora, quando o inverno chegar, você morrerá deitado na neve, com frio e sozinho. A única forma de pega essa chave é com a ajuda de alguém. Alguém que você encontrou na estrada, que está disposto a te ajudar e a enfrentar o mais terrível frio com você caso não haja sucesso. E se a pessoa que você escolheu na sua estrada for a pessoa certa, a chave estará lá e a cabana será a mais quente e doce de toda a região. E quando o inverno finalmente acabar, vocês desejarão que caia mais neve, assim terão um motivo para sentar próximos a lareira com uma xícara de café e passar horas perdidos em conversas e risadas, para depois deitarem na pequena cama apertados pelo pouco espaço e pelo frio. E no fim, o inverno não parecerá tão frio, será doce.

Inevitavelmente, passarão pelas nossas vidas a maior sorte de pessoas que se pode imaginar. Algumas chegarão de mansinho, deixam uma breve luz e partirão. Outras nos farão pensar o por quê elas passaram por nós se não tinham nada para mostrar. Algumas te marcarão para sempre e você sempre lembrará de suas histórias, carregando cada memória tão viva que chegará a nos aquecer a alma. Outras estarão lá por toda a caminhada e te lembrarão das histórias ao pé do ouvido quando sua mente cansada já não puder mais lembrar de tudo.

Então não temas a estrada de sua vida. Pode parecer longa e fria, mas nunca será solitária. E enquanto você lutar e persistir, esse lugar ao lado da lareira será de quem você desejar. E se o caminho tiver muitas curvas ou buracos, saiba que você poderá sempre segurar na mão desse alguém e enfrentar qualquer que seja o desafio. E quando você tiver certeza de que esse calor criado a dois durará até o fim do inverno, o sol voltará a brilhar e essa caminhada nunca mais será dura.

Logo nos acende a luz da certeza. A certeza de que todos os erros foram necessários, todos os medos foram superados e todas as conquistas foram importantes. E a maior das certezas, se não estivéssemos juntos, nunca teríamos chegado nem mesmo até a metade desse caminho. Que, lado a lado, somos capazes de superar o amargo da decepção, o tremor dos infortúnios e o frio do fracasso. E cada uma dessas palavras soará como letras de uma canção quando faladas entre as risadas que escapam pela chaminé da lareira, de dentro da cabana.